terça-feira, 6 de março de 2012

O Médium Folgado

     
     É o último a chegar e o primeiro a ir embora. Sempre com uma boa desculpa na ponta da língua. Chega no templo, troca de roupa, põe a fofoca em dia e vai para corrente.
Corpo físico e vaidade presentes, espírito e caridade ausentes.
     Bate a cabeça diante do congá, mas a sua cabeça está em outro lugar… repete mecanicamente os pontos cantados feito robô ou papagaio, sem sentir a emoção sagrada que abre os portais do coração para as dimensões superiores da vida.
      Durante os trabalhos, confunde as sábias intuições do Guia (que por um extremo de compaixão AINDA o acompanha, sabe Deus até quando) com o lixo venenoso de seu subconsciente.


Resultado:passes energéticos precários, consultas e conselhos estúpidos… coitados dos consulentes!!!

      Trabalho extra para os trabalhadores invisíveis da casa. Coitados também dos outros médiuns, esses sérios e responsáveis, que são obrigados a triplicar sua doação de energia na sustentação da corrente para compensar a negligência do médium folgado, insensato e leviano.
      Terminada a gira de atendimento, lá vai o médium para o vestiário se trocar rapidinho.

Varrer o chão do terreiro? Tirar o lixo dos banheiros? Ajudar os demais companheiros? Acertar as mensalidades em atraso?

  QUE NADA!!!!

Tem um montão de médium aí à toa para cuidar disso. Melhor sair de fininho, pois tenho outros compromissos.
     Ao sair para rua, sente uma coisa estranha: um peso desagradável nos ombros acompanhado de súbita confusão mental, uma sensação de vazio interior indefinível… lá vai o médium folgado arrastando atrás de si feito um íma humano vários "kiumbas folgados” barrados na triagem vibratória feita pelos guardiões astrais na “porteira” do templo. Todos eles pegando carona em seu campo áurico totalmente desequilibrado e “folgado”.

“Punição divina?” “Castigo de Orixá?” Bobagem, meus caros!

      É apenas aplicação pura e simples da Lei. Neste caso, a Lei das afinidades. Ao contrário do “médium folgado” e seus colegas astrais igualmente folgados, a Lei não folga. A Lei não dorme. “Cada um recebe o que merece. E merece o que recebe."
      Não está longe o dia em que o médium folgado sairá deste templo de Umbanda falando mal de seu dirigente, do corpo mediúnico, dos consulentes, dos guias e protetores que lhe deram amorosa acolhida e oportunidade de serviço regenerador… ele logo partirá em busca de outro lugar, crença ou distração que lhe forneça apenas os benefícios passageiros do “entretenimento” em vez dos benefícios permanentes do “comprometimento".



* Fonte: Em defesa da Umbanda

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ORAÇÃO PARA IEMANJÁ


Iemanjá, derramai vossos poderosos fluídos sobre todos nós.
Que vossa misericórdia continue a se estender sobre todos os reinos.
Que os fracos sejam protegidos pelos vossos braços e que os humildes sejam enaltecidos pelo ruído do mar.
Que os movimentos das ondas transmitam muita paz e amor.
Que os orgulhosos percam a arrogância e sintam como é bom ser bom, porque a maldade só nos torna pequenos perante o vosso reino, Senhora.
Que os doentes recebam de vós, minha Santa Rainha, a cura para todos os males, através das emanações e de vossas vibrações e que nós sejamos purificados em vossas sagradas águas.
Que a força do vosso reino seja para nós um escudo contra as más influências dos seres inferiores, pois ainda somos crianças no reino em que vivemos e mal o conhecemos.
Que o vosso sagrado manto agasalhe todos os necessitados e traga o vosso calor de Santa Mãe, que vós sois.
Senhora, tende piedade de tantos que, como eu, vos invocamos neste momento sublime.
Atendei-nos em nossos pedidos.
Senhora Rainha do Mar e para tanto deixamos nossas suplicas na sétima onda do vosso mar.
Assim seja!!


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Salve Yemanjá !!!

        Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja "Iemanjá" ou Yemoja, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá "Yèyé omo ejá" ("Mãe cujos filhos são peixes"), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.

        No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.
        Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
        Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro.Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "Banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá. 
        Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.
Cquote1.svgIemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na florestaCquote2.svg
        Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.
        Pela primeira vez em dois de Fevereiro de 2010 uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, Salvador, Bahia em homenagem à Àfrica e a religião afrodescendente.
        Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.

Qualidades


Yemowô - que na África é mulher de Oxalá,
Iyamassê - é a mãe de Sàngó,
Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,
Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,
Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,
Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,
Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.
  • Dia: sexta-feira.
  • Data: 2 de fevereiro.
  • Metal: prata e prateados.
  • Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.
  • Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.
  • Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
  • Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.


Salve Yemanjá..

Odo iá !!!!!



* Fonte Wikipédia

domingo, 28 de agosto de 2011

Orixá do mês: Omulu e Obaluaê

    Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu é sua forma velha. Como, porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado, pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Omulu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si.
   A figura de Omulu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou.
   Omulu-Obaluaê é uma criatura da cultura jeje, posteriormente assimilada pelos iorubas. Enquanto os Orixás iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, a figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior. Quando há aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças.
   A visão de Omulu-Obaluaê é a do castigo. Se um ser humano falta com ele ou um filho-de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás iorubas. 
   Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, conseqüentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte.
   Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa , em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol.
   Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omulu-Obaluaê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista. 


OLUBAJÉ

      O Olubajé é a festa anual em homenagem a Obaluaê e Omulu, onde as comidas são servidas na folha de mamona. Rememorando um itan (mito) onde todos os Orixás para se acertarem com Obaluaê, por motivos de ter sido chacoteado numa festividade feita por Xangô por sua maneira de dançar.
   Nessa festividade, todos os Orixás participam, com exceção de Xangô e principalmente Osanyin, Oxumarê, Nanã e Yewá, que são de sua família. Oyá tem papel importante por ser ela que ajuda no ritual de limpeza e trazer para o barracão de festas a esteira, sobre a qual serão colocadas as comidas.
     Olubajé é ritual especifico para o orixá Obaluayê, indispensável nos terreiros de candomblé, no sentido de prolongar a vida e trazer saúde a todos os filhos e participantes do axé. No encerramento deste rito é oferecido no mínimo nove iguarias da culinária afro-brasileira chamada de comida ritual pertinente a vários Orixás, simbolizando a Vida, sobre uma folha chamada "Ewe Ilará" conhecida popularmente como mamona assassina, "altamente venenosa" simbolizando a Morte (iku).


LENDA

Diz uma lenda que Xangô, um Rei muito vaidoso, deu uma grande festa no seu palácio e convidou todos os Orixás, menos Obaluaê, pois as suas características de pobre e de doente assustavam o rei do trovão. No meio do grande cerimonial todos os outros Orixás começaram a notar a falta do Orixá Rei da Terra e começaram a indagar o porquê da sua ausência, até que um deles descobriu que ele não havia sido convidado. Todos se revoltaram e abandonaram a festa indo a casa de Obaluaê pedir desculpas;    Obaluaê recusava-se a perdoar aquela ofensa até que chegou a um acordo; daria uma vez por ano uma festa em que todos os Orixás seriam reverenciados e este ofereceria comida a todos, desde que Xangô comesse aos seus pés e ele aos pés de Xangô









Cantando com Axé


Se eu vejo um velho no caminho eu peço a benção (2x)
Deus lhe abençoe, Deus lhe abençoe
Deus lhe abençoe, obaluaê, Deus lhe abençoe!

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Ae, aê seu cafunã!
Aê, aê seu cafunâ!
Omolu que vem na gira,
Aé. aé seu cafunã

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Casinha branca, casinha branca,
que eu mandei fazer (2x)
pra oferecer a meu pai Omulu,
meu pai Omulu seu atotô Obaluê (2x)
oi salve mamãe Oxum! E salve Nanã Buruquê!
Salve atotô Obaluaê (bis)

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Ele é um grande orixá, ele é o chefe da calunga, ele é seu Atotô, o Abaluaê...



Dicionário Umbandista

·     Babá: Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.  No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc.  Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.

·    Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô).  Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal...  Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.

·        Baixar: Possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

·        Banda: Lugar de origem de entidade.

·        Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.  Usado como proteção.

·         Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.

Histórias de Sabedoria

O SÁBIO 
Eram 2 meninas muito curiosas, elas perguntavam de tudo para o seu pai mas ele não conseguia 
respondê-las, porém todas eram muito difíceis.

   Um dia ele mandou-as para um acampamento junto com várias outras crianças e um sábio. Tudo que 
elas perguntavam a ele, ele sabia responder; Um belo dia uma das meninas pegou uma borboleta em 
suas mãos e disse para a irmã:

- Hoje eu pego o sábio, pois tenho uma borboleta em minhas mãos. Eu irei perguntar ao sábio se ela 
está viva ou se ela está  morta, se ele disser que ela está morta eu soltarei a borboleta, e se ele disser 
que ela está viva eu espremê-la-ei.
   E aí foram as meninas crentes que iam enganar o sábio.

   Chegando lá ela perguntou: Senhor sábio, me responda uma coisa, a borboleta que
está em minhas mãos, está viva ou está morta?
   E ele respondeu:
- Tudo vai depender das suas mãos!!!
   Moral da história: nunca tente enganar um sábio, pois irá se arrepender depois.

CONHECENDO A UMBANDA 07


     Em nossa última edição falamos um pouco sobre a mediunidade de ogã, nesta iremos falar sobre os caboclos da umbanda.
    No culto de Umbanda, Oxossi é o chefe da linha de Caboclos. O Caboclo é a imagem do indígena nativo de nossa terra e quando incorporado presta caridade, dá passes, canta e dança.
    Conhecedores de muitas ervas, os caboclos têm um papel muito importante: preparar os remédios de ervas e amacis. Amacis são mistura de ervas que maceradas servem para o fortalecimento do filho-de-santo.
    Já os remédios de ervas são plantas ou ervas que combinadas ou sozinhas servem para aliviar ou até mesmo curar doenças.
    Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros.
    Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham “incorporados” a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.
Os Caboclos, de acordo com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos.
    Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias- Chefes dos médiuns e/ou representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (em alguns casos os Pretos Velhos assumem esse papel).
Costumam usar pemba, velas, essências, flores, ervas, frutas e charutos.
    O Estalar De Dedos: nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunica com cada um dos xacras de nosso corpo.
    O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral; e a descarga de energias negativas.
    Assobios E Brados: os assobios traduzem sons básicos das forças da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, a fim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.
    Os assobios, assim como os brados, assemelham-se a mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições específicas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.